domingo, 22 de novembro de 2009

http://www.anamiguel.com/

Gosto muito do trabalho dela...

sábado, 17 de outubro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

dispensáveis

evolução

globalizada

prolífico.

relativismo cultural

lista de palavras indispensáveis

Altermodernidade, hiper-texto, homo-viator, mobilidade, forma-viagem, trajetórias, vaguear , time-specific, creolização (?).

domingo, 27 de setembro de 2009

diz-me tais palavras

Cotidiana
Relativismo
Idioma
Múltiplos
Espaço-tempo
Hipertexto
Time-specific

lista de palavras dispensáveis

representação
transnacionais
identidades
extrema-direita
modernidade
pós-modernidade
negociações

MANIFESTO ALTERMODERNO – PÓS-MODERNISMO ESTÁ MORTO

Viagens, intercâmbio cultural e análise da história não são apenas temas em moda, mas marcadores de uma profunda evolução na nossa visão de mundo e na nossa maneira habitá-lo.

Mais genericamente, a nossa percepção globalizada exige novas formas de representação: a nossa vida quotidiana se dá num enorme cenário mais do que nunca, e depende agora de entidades transnacionais, de viagens de curta ou longa distância, em um universo caótico e prolífico.

Muitos sinais indicam que o período histórico definido pelo pós-modernismo está chegando ao fim: multiculturalismo e o discurso de identidade estão sendo ultrapassados por um movimento planetário de “creolização”. O relativismo cultural e a desconstrução, que substitui o universalismo modernista, não nos dão armas contra a dupla ameaça da cultura de massa uniforme e de uma regressão tradicionalista de extrema-direita.

Os tempos parecem propícios para a recomposição de uma modernidade no presente, reconfigurado de acordo com o contexto específico em que vivemos - crucial na era da globalização - entendido em seus aspectos econômicos, políticos e culturais: uma altermodernidade.

Se o Modernismo do século XX foi sobretudo um fenômeno da cultura ocidental, a altermodernidade decorre de negociações planetárias, discussões entre agentes de diferentes culturas. Desprendido de um centro, ele só pode ser poliglota. A Altermodernidade caracteriza-se pela tradução, ao contrário do modernismo do século XX, que falava o idioma abstrato do ocidente colonial e do pós-modernismo, que resumia o fenômeno artístico às origens e identidades.

Estamos entrando na era da legendagem universal, da dublagem generalizada. Hoje, a arte explora os laços que texto e imagem tecem entre si. Artistas percorrerem uma paisagem cultural saturada com sinais, criando novos percursos entre múltiplos formatos de expressão e de comunicação.

O artista se torna "homo viator", o protótipo do viajante contemporâneo cuja passagem por signos e formatos remete a uma experiência de mobilidade contemporânea, viagens e transpassagens. Esta evolução pode ser vista na maneira como as obras são feitas: um novo tipo de forma está surgindo, a forma-viagem, feita de linhas traçadas tanto no espaço e como no tempo, materializando trajetórias em vez de destinos. A forma do trabalho exprime um curso, um vaguear, em vez de um espaço-tempo fixo.

A arte altermoderna é assim entendida como um hipertexto; artistas traduzem e transcodificam a informação de um formato para outro, e passeiam pela geografia, assim como pela história. Isto dá origem a práticas que podem ser referidas como "time-specific", em resposta ao "site-specific", trabalho dos anos 60. Rotas de voo, programas de tradução e cadeias de elementos heterogêneos articulam-se mutuamente. O nosso universo torna-se um território em que todas as dimensões podem ser percorridas tanto no tempo como no espaço.

Tate Triennial 2009 se apresenta como uma discussão coletiva sobre esta hipótese do final do pós-modernismo e da emergência de uma altermodernidade global.

Nicolas Bourriaud

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MUNDO C

Mundo lotado Cheio de coisas Coisa que nem nome tem Mas é coisa Coisa pra fazer Desfazendo outras coisas Coisas para ser Para não ser coisa Troca a palavra pra dizer outra coisa Vai dar na mesma coisa. Anna Rosa

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"Estamos trespassados de palavras inúteis, de uma quantidade demente de falas e imagens. A besteira nunca é muda nem cega. De modo que o prolema não é mais fazer com que as pessoas se exprimam, mas arranjar-lhes vacúolos de solidão e  de silêncio a partir dos quais elas teriam, enfim, algo a dizer. As forças repressivas não impedem as pessoas de se exprimir, ao contrário, elas as forçam a se exprimir. Suavidade de não ter nada a dizer, direito de não ter nada a dizer; pois é a condição para que se forme algo raro ou rarefeito, que merecesse um pouco ser dito. Do que se morre atualmente não é de interferências, mas de proposições que não têm o menor interesse. Ora, o que chamamos de sentido de uma proposição é o interesse que ela apresenta, não existe outra definição para o sentido. Ele equivale exatamente à novidade de uma proposição. Podemos escutar as pessoas durante horas: sem interesse… Por isso é tão difícil discutir, por isso não cabe discutir, nunca. Não se vai dizer a alguém: “o que você diz não tem o menor interesse”. Pode-se dizer: “está errado”. Mas o que alguém diz nunca está errado, não é que esteja errado, é que é bobagem ou não tem importância alguma. É que isso já foi dito mil vezes. As noções de importância, de necessidade, de interesse são mil vezes mais determinantes que a noção de verdade."  Gilles deleuze

Lygia Pape

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O punhal

Numa gaveta há um punhal.

Foi forjado em Toledo, em fins do século passado;

Luís Melián Lafinur deu-o a meu pai, que o trouxe do Uruguai;

Evaristo Carriego teve-o uma vez na mão.

Os que o vêem têm de brincar um pouco com ele; percebe-se que há muito buscavam; a mão se apressa em apertar o punho que a espera; a lâmina obediente e poderosa folga com precisão na bainha.

O punhal outra coisa quer.

É mais que uma estrutura feita de metais; os homens o pensaram e o formaram para um fim muito preciso; é, de algum modo, eterno, o punhal que na noite passada matou um homem em Tacuarembó, e os punhais que mataram César. Quer matar, quer derramar brusco sangue.

Numa gaveta da secretária, entre borradores e cartas, interminavelmente sonha o punhal seu singelo sonho de tigre,  e a mão se anima quando o dirige porque o metal se anima, o metal que em cada contato pressente o homicida para quem os homens o criaram.

Às vezes, dá-me pena. Tanta dureza, tanta fé, tanta impassível ou inocente soberba, e os anos passam, inúteis.

 

 

Jorge Luiz Borges

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Anna Rosa, depois do Experimento_1...

ESTRUTAGADO Tecido e fio de cobre
SEM TÍTULO
Tecido e parafinaDUPLO
Tecido e película aderente

domingo, 31 de maio de 2009

Dario Robleto na Bienal do Mercosul/2007

Achei muito interessante o trabalho que Dario Robleto apresentou na Bienal do Mercosul/2007: diversas descrições de ações (que provavelmente ele nunca executou mas muito interessantes assim mesmo). No centro da sala um único pequeno carretel de linha referente a um destas ações.